quarta-feira, 23 de abril de 2014

SÁBIOS PORCOS - ESPINHOS

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo esta situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente. Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que forneciam calor. E, por isso, tornavam a se afastar uns dos outros.

Voltaram a morrer congelados e precisavam fazer uma escolha: desapareciam da face da Terra ou aceitavam os espinhos do semelhante. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. 

Sobreviveram! 


Moral da história:
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aceita os defeitos do outro e consegue pedir perdão pelos próprios defeitos.

Quando me amei de verdade


Quem disse que a esposa dele é a culpada?

O cara é casado, mas você acha que a culpada por ele não querer nada com você é a esposa dele!?
Sabe como é, ela fica o tempo todo atrapalhando, que faz até questão dele passar as noites em casa. Mas fala sério: será que ela está atrapalhando mesmo? Ou será que no fundo é você quem não enxerga a realidade, de que ela é a maior vítima nesta história toda? Sim, porque pelo que sabemos, ela nem imagina que ele está molhando o biscoito com você. E se soubesse, diferente do que você imagina, ela não faria nenhuma questão de lutar por ele.
É, pode ser que ela resolva dar um pé na bunda do sujeito, e aí o caminho fiaria livre pra você!!
Nossa, mas que maravilha! Com ela fora do páreo ficaria bem mais fácil o lindão te assumir de vez, tirá-la do posto de lanchinho da madrugada, dando-lhe total exclusividade. Sem contar que assim ela nunc amais atrapalharia sua vida. Pronto, vamos resar para ela descobrir tudo...
Ops! mas tem um problema: ele não quer ficar sem ela de jeito nenhum, e se desconfiar que você fez algo de errado, nunca mais vai querer olhar para sua cara! Neste caso, ela até pode sumir, mas você também ficará sem ele. Então, já que não tem remédio, o lance é continuar odiando a esposa dele, porque pelo menos assim você terá um bode expiatório.
"Ela é feia, gorda, nem chega aos meus pés!! O que será que ele viu nela? Eu sou gostosa, bonita, jovem e tenho uma bundinha dura e arrebitada, como é que ele tem coragem de ficar com ela?
Bem, se formos levar pelo lado anatômico, ele não precisa abrir mão de nenhuma das duas, porque, convenhamos, ser casado e ainda por cima ter uma amante gostosa como você não é pra qualquer um.
Ah, e não posso me esquecer que você ainda é bem paciente, porque não é qualquer mulher que fica com um homem por tanto tempo, torcendo para ele tomar coragem. Claro, todas as vezes que ele está quase pedindo o divórcio, parece que algo sempre acontece para atrapalhar. Por exemplo, a esposa sempre fica doente quando ele está para contar tudo.. Aliás,este papo de "minha mulher está doente, vamos esperar mais um pouco", é bem conversa fiada de homem que quer dar um cala-boca em mulher iludida.
E quanto à ele, o amor da sua vida, irá continuar o mesmo, sempre inventando uma mentira para continuar com você, a bonitinha que se acha muito mais gostosa que a esposa.
Então vamos lá, listar as mentiras que ele contou ou que ainda irá contar:
"Ela está doente" ou "ela é muito doente, por isso eu não posso abandoná-la", são mentiras que podem ser usadas várias vezes. E elas têm um poder muito forte de argumentação, porque quem é que teria coragem de pedir para um marido abandonar a esposa em seu leito de morte?
Bem, você nunca pensou que desejaria a morte de alguém, mas agora dá até para ter um pouco mais de esperança, não é mesmo?
"Ah, quem sabe ela morre em um ano e a gente possa se casar?"
Só que os anos passam, você continua sendo a outra, e ela, que estava pela hora da morte, talvez acabe vivendo bem mais que você.
Tem a famosa mentira de que ela vai tirar todos os bens dele, deixando-o na miséria. Bem, você até pode gostar muito dele, mas creio que este amor não seria tão grande assim para viver com um homem falido, não é mesmo? E mesmo que para você isso não seja importante, que até aceite morar com ele debaixo do viaduto, ainda assim ele irá mostrar o quão grandioso é so seu coração: "Jamais! Você merece tudo de bom, por isso eu jamais aceitaria te ver passando fome por minha causa!!"
Nossa, mas que drama mexicano!!!
E as crianças, os filhotinhos dele, como viver sem eles por perto?
"Oh, eu amo tanto meus filhos, mas a megera da minha esposa disse que irá me proibir de ver as crianças se eu a deixar!" Bem, só para deixar bem claro, quem determina se um pai pode ou não ver os filhos é a justiça, não a ex-esposa.
Ah, e tem também a mentira de que a esposa diz que vai se matar se ele for embora. Pior é ele dizer que ela é tão maluca que é bem capaz de querer se vingar nos filhos antes de se matar. E por falar em filhos, muitas vezes eles são o culpados por ele não pedir o divórcio:
"Ah, mas eu tenho medo dos meus filhos ficarem traumatizados! Vamos esperar eles crescerem um pouco mais?"
Aliás, que fique registrado, quase todos eles costumam dizer que a esposa é louca!
Conheço uma garota que o amante contou que não pedia o divórcio porque a família da esposa só tinha bandidos. E que o pai dela - provavelmente um assassino frio- deixou bem claro no dia do casamento que o mataria se ele chifrasse sua filhinha. Tempos depois, ele mudou a versão, dizendo que eram os irmãos que tinham prometido matá-lo.
Claro, essa minha colega estranhou a mudança do roteiro, mas ele nem se fez de rogado:
"Não, o pai prometeu no dia do casamento, mas os irmãos me falaram isso semana passada!"
Para resumir esta palhaçada, um dia ela quis conhecer melhor a "megera", por isso acabou se matriculando em um cursinho que ela frequentava. Conversa vai, conversa vem, acabaram ficando amigas. E nesta amizade ela descobriu que ele, o pobre coitado, há muito tempo tinha virado ex-marido. E que neste tempo todo ele usava a ex-esposa como desculpa. E o papo de que ele corria risco de morte também era mentira, porque a família dela fez a maior festa quando ela o colocou para fora de casa.
E qual foi o motivo da separação?
Oras, porque ele era mentiroso demais!!!




REVISTA ANDROS/ DR. ANDROS

RESGATE DA AUTOESTIMA




A melhor maneira de viver bem 

Muito se fala sobre auto-estima, mas poucas pessoas entendem o seu verdadeiro significado. Cuidar de sua auto-estima vai muito além de visitar o cabeleireiro ou comprar aquela roupa nova. Aliás, estas nem são condições necessárias para o cultivo da auto-estima. 

Todos conhecemos, em tese, a definição básica de auto-estima: é a estima que tenho por mim mesmo, ou seja, o quanto me valorizo. O quanto me quero bem e me aceito. 

Vamos aperfeiçoar esta definição, dizendo que a auto-estima é um ato de amor e de confiança consigo mesmo. Precisamos entender bem que são as duas coisas juntas: o "amor próprio" e a "autoconfiança". Faltando um destes ingredientes, não teremos uma auto-estima verdadeira. 

Amar a si mesmo sem confiança nos seus atos ou pensamentos não resolve. Neste grupo temos as vítimas, aquelas pessoas que desejam algum "bem" para si, mas se lamentam por não terem condições de consegui-lo. 

Confiança em seus projetos ou na sua capacidade de conquista sem o amor próprio também não traz felicidade. Neste último grupo, vemos a maioria das pessoas mergulhadas no estresse social, preocupadas em ter e poder, mas esquecendo de ser. 

Infelizmente, trazemos uma tremenda dificuldade em cultivar estes dois ingredientes da auto-estima (o amor próprio e a autoconfiança), por eventos que se manifestaram desde a nossa criação. Quantas vezes, por medo do egoísmo, deixamos de lado nossa própria vontade para fazer tudo o que o outro queria. Só que auto-estima não tem nada a ver com o egoísmo. O egoísta é um ser vazio e solitário que precisa cada vez mais de coisas e pessoas que o preencham. Gente com boa auto-estima, apenas reconhece que, c omo qualquer ser humano, tem o direito valorizar e satisfazer suas vontades. 

Mas, aprendemos a cultivar uma "personalidade ideal" e, portanto, tivemos que engolir nossos sentimentos. Em nome de Deus, da moral ou da boa educação, o importante era "fazer a coisa certa", mesmo que aquilo estivesse contrariando nossa natureza. 

Pior ainda quando passamos a desejar um "corpo ideal". O ideal é apenas um sonho, uma projeção. Com isto, vivenciamos um estado profundo de angústia, pois comparamos nosso corpo com "modelos" e percebemos o quão diferente somos daqueles seres perfeitos e maravilhosos que deveríamos ter sido. 

Na verdade, a cultura, a mídia e até mesmo nossos familiares contribuíram fortemente para gerar este quadro: "Está na moda quem usa tal roupa"; "Sem estudo você não é nada"; "Você será aceito somente se fizer isto e não aquilo...". É claro que, muitas vezes, isto aconteceu por ignorância, e não por maldade. Se tivessem acesso a determinadas informações, certamente as atitudes de nossos pais seriam diferentes. 

DESENVOLVENDO SUA AUTO-ESTIMA 

O resgate da auto-estima acontece quando você decide que só precisa ser quem você é. Você pode confrontar as opiniões, e não ficar preso a um único ponto de vista. Mas descobre que, se no passado era importante ouvir e respeitar as ordens dos adultos, hoje você pode ser dono (ou dona) de seu próprio destino. Passa a respeitar mais suas próprias idéias, porque, automaticamente, está se ouvindo mais. É por esta razão que gente que tem uma boa auto-estima nunca se sente sozinha, pois solidão é a distância que se tem de si próprio. 

Entenda que você não veio a este mundo para corresponder às expectativas dos outros, por mais que você os ame. Se fizer isto, nunca será o "bastante", nunca sentirá que conseguiu. Você não é propriedade de ninguém, assim como não precisa mais assumir "o outro" como propriedade sua. Assumindo que você não é responsável pela felicidade alheia, também não responsabilizará ninguém pela sua própria felicidade. Os outros estão em sua vida para fazer companhia e não para se aprisionarem emocionalmente. 

Cultivando sua auto-estima, será uma pessoa mais consciente, mais responsável por seus atos. Sentirá que está mais íntegro e que é alguém valioso para si mesmo. Perceberá que tem todo o direito de honrar suas necessidades e vontades que considerar importantes. Aprenderá que merece ter atitudes de carinho consigo mesmo, como, por exemplo, preparar a mesa do café, mesmo quando está sozinho, ou permitir-se ir ao cinema, ainda que ninguém queira lhe fazer companhia. Você é a sua grande companhia, e, se entender isto, poderá iniciar uma das melhores fases de sua vida. 

fonte:www.maisde50.com.br
*Chris Almeida é filósofo e psicoterapeuta 




terça-feira, 22 de abril de 2014

A mulher que se ama

A mulher que se ama não é passivamente escolhida pelo olhar bandido no meio da multidão. É ela, no meio da multidão dos olhares perdidos, que se deixa ser “escolhida”. A mulher que se ama, quando assim percebida, reage em rajadas de flores invisíveis só de mexer nos cabelos – ou de pedras, caso vire o rosto. A mulher que se ama, quando se encanta na situação de um flerte, vai se permitindo aos poucos, a conta-gotas, porque sabe que no contorno de um sorriso é onde guarda seu melhor trunfo. Apesar disso, a mulher que se ama, perfeita nos assuntos de amor e conquista, termina caindo na própria armadilha quando deixa transparecer na sinceridade dos olhos, lábios, nuca, orelha, ombros e quadril o que sua boca já nem precisa mais pronunciar.
É porque quando a mulher que se ama está amando, ama de alma, de coração e ama de corpo inteiro, como se no movimentar de suas curvas revelasse seus mínimos segredos.
Uma vez enamorada, a mulher que se ama, consciente do seu gesto de amar e ser amada, sente-se para sempre responsável por cativar seu homem, tendo que domesticar um bicho por natureza desvirtuado de sensibilidade e educá-lo, como todo bom homem que sirva (para ela) deve ser. Assim, ensina-lhe que dormir oito horas por dia e beber água diariamente faz bem à saúde; que barbear-se e aparar os cabelos também são hábitos de higiene; que ambição não é pecado e que acomodar-se na vida é o mesmo que se apagar por dentro; que dizer “bom dia” é sempre um ato de gentileza e generosidade, ainda que se acorde ao lado de quem não lhe disse “boa noite”; ensina-lhe que não há nada de errado se homem lavar os pratos da pia e que o box serve justamente para não respingar o resto do banheiro; que ser pontual também é demonstração de respeito e que diálogo só pode ser feito de comum acordo, nunca por imposição; que fazer surpresas é renovar o ciclo de carinho e que tpm não é, e jamais será, caso de insanidade. E, sobretudo, ela o ensina, com suas magistrais paciência e persistência de mulher que se ama, que fazer amor (embora muitos achamos) não é sinônimo de fazer sexo.
É porque para a mulher que se ama, o amor se faz antes, durante e depois, numa sucessão atemporal de afeto e cumplicidade que, se assim (e só assim) for, o sexo poderá durar horas, dias, meses, uma vida inteira.
Quanto a nós, homens que lançam olhares bandidos no meio da multidão, continuamos fazendo nossas juras de amor patéticas e resmungando por atenção e carinho – sem darmos conta que para merecer a mulher “escolhida” nos basta amá-la, tanto ou mais do que ela mesma se ama.

Álcool, Cigarro, Maconha, Cocaína, Crack: qual a pior?

Drogas! Notícias diárias na imprensa tornaram-se quase banais e, pior, envolvendo doenças, criminalidade e violência de todo tipo, como acidentes, homicídios, suicídios e outros. Grandes reportagens são dedicadas ao tema. Mais recentemente, discussões sobre a legalização da maconha estão se aquecendo. A luta dos órgãos de segurança contra o tráfico de drogas se intensifica, mas já não há espaços seguros. Não há ou quase não há instituições livres da entrada e do comércio de drogas. Os pacientes nos informam que em qualquer esquina, em qualquer escola, em qualquer ambiente de trabalho elas podem ser comercializadas, sem punições. As drogas se popularizaram e não se pode prever se isto vai regredir.

Tantas pessoas têm alguém na família com problemas deste tipo que pouca surpresa nos causa, quando sabemos de mais um caso próximo de nós. Por outro lado, a notícia de que um filho está usando drogas, especialmente quando se trata de drogas como cocaína e crack, chega como uma bomba para alguns pais, que muitas vezes pensam, como um primeiro recurso, em buscar uma internação para este filho e o fazem de modo um pouco desorientado, sem ter muita clareza do que fazer, pra onde ir para obter ajuda. A Notícia do uso de drogas em casa parece prever grandes riscos e devastação e não é sem motivo. O uso, o abuso e a dependência de substâncias químicas vêm se expandindo, com início cada vez mais precoce, em todos os segmentos sociais.

Estudos científicos vêm apresentando contribuições continuamente nesta área, de modo consistente e efetivo, sempre se baseando em evidências. Apesar disto, a desinformação na sociedade, especialmente nas família e os pais, ainda é preocupante. De tal modo que se alastra a crença de que maconha é uma droga inocente, não causa malefícios. Não é raro escutar pais dizendo: meu filho está fumando maconha, mas é só maconha, nenhuma droga grave. Provavelmente, estes pais não conhecem os efeitos danosos comprovados da maconha, como no sistema nervoso central e em outras regiões do corpo, a possibilidade de dependência e também desconhecem as evidências de que, após o uso do tabaco e o álcool, funcionando como 1ª. fase de experimentação de drogas, a maconha é a droga mais comum da 2ª. fase de experimentação, servindo como “porta de entrada” para as outras drogas ilegais como cocaína, crack, ecstasy, sintéticas e outras.

Sim, o poder lesivo de cada droga varia, considerando-se se é legal ou não, o tempo que leva à dependência, o potencial de dependência, a via de administração, o tempo de efeito durante o uso, o modo de comercialização para obtenção e várias outras características psicofarmacológicas, porém, talvez saber qual droga é mais ou menos lesiva não seja a questão mais importante e sim caminhar na compreensão da grande complexidade que o tema traz.

Sabe-se que o bom tratamento exige programas multidisciplinares para tratar o abuso e a dependência, assim como das comorbidades (outras doenças comumente associadas) que podem agravar o quadro do paciente e ter impacto no tratamento e no prognóstico (o caminho mais favorável - ou menos - que a equipe prevê que a doença vai seguir). Um tratamento adequado para Dependência Química, se no estágio menos grave e sem comorbidades, pode ser realizado ambulatorialmente; há outros casos que podem ser mais adequados ao hospital-dia; porém, em casos mais crônicos ou graves, geralmente a internação em período integral se faz necessária e exige equipe que contenha médico psiquiatra e clínico, psicólogo, terapeuta ocupacional, equipe de enfermagem, assistente social, nutricionista, acompanhantes terapêuticos, grupos de mútua ajuda e outros, todos especialistas no tema. Além disto, requer o envolvimento, participação ativa e tratamento dos familiares ou que convivem mais de perto com o paciente.

Portanto, não se trata de encontrar soluções simples para o caso; ao contrário, o tratamento é longo, trabalhoso e sem soluções mágicas. Para o sucesso, demanda mudanças de pontos de vista e hábitos, a partir de reflexões profundas sobre os caminhos percorridos até então, escolhas, vínculos, planos de vida que a família tem vivido e reformulações para que estas mudanças sejam efetivas em vários níveis da realidade.

Enfim, o tratamento exige muito mais do que recursos financeiros, mas, graças a tantos esforços conjuntos de profissionais/cientistas, familiares, pacientes e voluntários comprometidos nas últimas décadas, hoje, muitos dependentes e codependentes têm a oportunidade de encontrar saúde e um modo de viver muito mais pleno de significado e realização. Em outras palavras, para a maioria dos casos, há luz sim, no final deste túnel.


Autora: Dra. Elizabeth Zamerul Ally, médica psiquiatra, psicoterapeuta, especialista em Dependência Química e Codependência www.dependenciaecodependencia.com.br

Evite o ex

1 - Se ele quisesse, já teria procurado por você: você está com vontade de mandar 
uma mensagem para o celular dele, mas será que ele quer esse contato? Pense bem, se 
estivesse interessado, teria deixado o orgulho de lado e lhe procurado.

2 - Acabou: deixe claro para você que acabou. Não tem o direito de procurá-lo e 
tentar remexer nos problemas, se não houve amor suficiente para tentar consertar os erros.

3 - Qual é o plano? não tente se convencer de que quer apenas dizer "oi". É claro que 
pretende seguir adiante, discutir o passado, ficar junto. O primeiro passo pode 
levar ao sofrimento de novo.

4 - Não use suas armas: se você terminou, não brinque com ele. Pense nos 
homens que já fizeram  isso como você e como se sentiu mal. Mantenha suas decisões.

5 - Deixe de ser carente: quer ir atrás dele para pedir que a ame? 
Desculpe, mas fazer esse tipo de pedido significa que você não se ama.

6 - A vida é curta: pode parecer o fim do mundo agora, mas a tristeza vai passar. 
Lembre-se de todos os problemas que havia na relação. A vida é muito curta para 
desperdiçá-la com pessoas que não acrescentam.

7 - Você já esteve melhor? recorde-se de relacionamentos passados e veja que, nas áreas 
que tinha problemas com o último ex, era feliz com outros. Ou seja, você sabe bem que existe 
coisa melhor e pode aguardar por ela.

8 - Não disfarce: mandar uma mensagem ou ligar para ele pode fazer com 
que se sinta melhor agora. Mas espere um pouco e veja a tristeza que tomará 
conta de você. É que, por um momento, achou que ele estava de volta 
à sua vida, mas essa não é a realidade.

Execução de Pensão Alimentícia, tudo que você precisa saber

A maior parte dos treze anos que trabalho no Tribunal foram gastos na área de Família, Infância e Juventude. E se tem uma ação que predomina nesta seara, está é a de pedido de pensão alimentícia.

As novelas da pensão alimentícia

pensao-alimenticia
Nem adianta tentar enrolar o Juiz. O seu caso e outros milhões são idênticos.
É claro que num mundo ideal de paz e amor, papai e mamãe, ainda que não morassem juntos, cuidariam e sustentariam a prole sem a necessidade de um juiz se intrometer no assunto. Mas a gente sabe que o mundo não é ideal. O mundo é cruel, feio e cheio de problemas. Bom, na verdade, se o mundo fosse o ideal, eu teria perdido meu emprego há muito tempo.
Assim, o que de fato acontece na maioria das vezes é: mamãe fica com a guarda do Junior e aciona papai pra pagar pensão pro guri. O juiz, então, fixa uma porcentagem dos rendimentos do papai que vai ser paga à mamãe, a título de pensão alimentícia. E todos vivem felizes para sempre.

Será?

Não, não, claro que não! O mundo é cruel, feio e cheio de problemas, esqueceu? Pois é…
Por isso e por motivos vários, desde revés financeiro até a própria canalhice, papai deixa de pagar a pensão devida. E a ferramenta apropriada para cobrar judicialmente essa pensão em atraso é o processo de execução de alimentos, troço chato que só.

Uma coisa aqui é importante destacar:

justica-cega
Justiça cega? No caso das pensões, ela tira a venda. E rápido.
A pensão alimentícia é considerada pela lei como medida assistencial e tem caráter de urgência. Afinal, criancinhas – e adolescentes – comem todo dia, né? Não é uma coisa que se possa esperar muito pra resolver. Assim, em geral, a execução de alimentos costuma ser processada de forma bem ligeira, num rito diferente das outras cobranças judiciais.
Esse “caráter de urgência” também inspirou o legislador a uma sacada genial: permitir a prisão do cabra que atrasa a pensão. Atualmente, é a única forma de prisão civil admitida, sem grandes questionamentos, nos tribunais brasileiros. E é impressionante como a visita de um oficial de justiça, trazendo consigo um mandado de prisão, convence os papais a acertarem as contas e zerarem os atrasos. Uma beleza!
De uns tempos pra cá, tem-se firmado o entendimento de que papai só pode ficar preso se estiver devendo valor equivalente aos três últimos meses de pensão alimentícia. Isso, na prática, quer dizer que, mesmo que o processo de execução se refira a uma dívida relativa a um ano, se papai pagar o equivalente aos três últimos meses em atraso, ele não pode ficar preso.
pensao-atrasada
O senhor atrasou a pensão? Está preso em flagrante, vagabundo!
O resto da dívida será cobrado com papai fora do xilindró. É… pois é… mas, fala sério, não é pra deixar o atraso se acumular por tantos meses! Mamãe, por favor, com poucos meses de atraso, coloque a máquina judiciária pra funcionar atrás do inadimplente!
Bem, de resto, o que se pode dizer é que essa coisa toda de pagar pensão pra filho só se acaba com a maioridade – e em alguns casos nem na maioridade – do petiz. Assim, tem papai e mamãe que simplesmente não abandonam nunca a roda-viva do “atrasa pensão/cobra pensão”, viram ratos de fórum.
A gente que trabalha com isso, muitas vezes acompanha o crescimento da criancinha. Coisas desse mundo. Afinal, ele é cruel, feio e cheio de problemas…
Claudia Lyra é uma mulher de quase quarenta anos, mãe, esposa, filha, irmã e dona de cachorros. Trabalha e estuda na área de Direito. Tem riso fácil e gargalhada escandalosa.
E também escreve no ótimo É a mãe! . Vai lá conhecer.

A IMPORTÂNCIA DO AUTOCONHECIMENTO NA AUTOESTIMA



A falta de autoconhecimento resulta em baixa auto-estima. Por que? Uma criança forma sua auto-imagem desde o nascimento, observando como é vista e tratada, ou seja, a partir do que os seus modelos de autoridade mais próximos (geralmente os pais) tinham quando cuidaram, ou não, de suas necessidades de alimentação, de segurança, de amor, de respeito e de realizações. Mas, os pais a trataram conforme suas possibilidades, personalidades e os desafios que viviam naquela fase de suas vidas. Muito pouco desta vivência refletia o valor ou o merecimento desta criança que, de acordo com as suas tendências de personalidade e sua precária condição de discernimento, crescerá entendendo que realmente É a imagem que formou de si. Assim se forma o seu ego, como um conjunto de idéias, vontades e crenças que a movem e desenvolvem sua perspectiva diante da própria vida.

Se sua infância e adolescência foram razoavelmente saudáveis, no processo de se tornar adulta, ela tem boa conexão com o self, ou o Si mesmo, de acordo com Jung. Assim, o caminho do autoconhecimento é fácil e ela faz um processo de seleção, separando, aos poucos, como foi vista e tratada do que realmente é. Disto decorre, naturalmente, uma identidade plena e única.

Se assim fizer, centrará seu poder e suas opiniões principalmente em si mesma, fortalecendo-se e adquirindo boa auto-estima para buscar o sucesso nas diferentes áreas. Por outro lado, dependendo da fragilidade do seu ego, não completará este processo de individuação e continuará colocando o poder do seu bem estar e de suas realizações no outro, avaliando o seu valor pelo olhar e tratamento deles. Além disto, ela pode projetar a autoridade dos pais em pessoas do seu convívio mais próximo, como um namorado, o marido, o chefe, onde buscará toda a aprovação, aceitação e afeto que não recebeu antes. Este é o processo de tornar-se manipulável, desrespeitada e abusada.

O que fazer, nestes casos? Culpar os pais? Certamente não. Importante é assumir a responsabilidade de completar o processo de individuação através do autoconhecimento, observando-se e, corajosamente, corrigindo rotas, isto é, conectar-se com o seu verdadeiro eu que pode perfeitamente suprir a aceitação, o amparo, o amor e tem todas as melhores respostas pra sua vida. 

Autora: Dra. Elizabeth Zamerul Ally, médica psiquiatra, psicoterapeuta especialista em Dependência Química e Codependência www.dependenciaecodependencia.com.br

Quer trazer o ex de volta?




Durante a primeira vez que vocês estavam juntos, cada um de vocês tentava mostrar seu melhor lado, mas durante as brigas e com o fim da relação, ambas as partes acabam mostrando seu pior lado.
Caso vocês decidam voltar e reatar o namoro, os dois já saberão o melhor e o pior lado de cada um, e isto por si só já é uma grande vantagem.
Outra vantagem é que os dois estarão bem melhor preparados para enfrentar os desafios que eventualmente irão surgir, e irão valorizar um ao outro muito mais, fazendo com que o relacionamento só tenha a ganhar com isso.

1) Antes de qualquer coisa, pare de chorar agora! Isso mesmo, AGORA!
A última coisa que você deseja é que o gato tenha pena de você, não é? Valorize-se, mulher! Olhe-se no espelho, enxugue as lágrimas, levante a cabeça e vá à luta. Chorar só vai fazer com que seu rosto fique inchado e as lágrimas impedirão você de ver e pensar mais claramente.
Trace um plano de ação para reconquistar o gato, tenha em mente e no coração o que deseja e vá à luta. Não conhecemos ninguém que tenha conseguido alguma coisa na vida ficando sentada no sofá em frente à TV esperando. O príncipe encantado não vai bater à sua porta, então se você ainda ama seu ex-namorado e deseja realmente reconquistá-lo, levante-se, seque as lágrimas e vá à luta! O não você já tem!
2) Não caia no erro de tentar fazer ciúmes saindo ou flertando com outro
Esta é uma das piores coisas que você pode fazer se realmente quiser trazer seu ex-namorado de volta. Você diz que o ama, diz que errou, diz querer reatar o namoro e de repente começa a sair com outro? O que você acha que vai passar pela cabeça do gato? No mínimo que os seus sentimentos não são verdadeiros, não concorda?
Fazer ciúmes com outro só vai afastar o gato ainda mais de você. Uma coisa é ele perceber que outros homens se sentem atraídos por você, mas você não precisa ser a pessoa a mostrar isso para ele. Muitas mulheres acabam metendo os pés pelas mãos, e enganam-se ao imaginar que fazendo ciúmes terão a atenção do gato novamente. Este tiro pode sair pela culatra, então cuidado
3) Cuidado com as ‘falsas esperanças’
Às vezes, por medo de magoar quem um dia foi tão especial para nós, acabamos por não ter coragem de ser diretos e dizer toda a verdade. E o mesmo pode acontecer com o gato.
Talvez ele realmente não a ame mais e isso nada tenha a ver com joguinhos, mas tenha medo de magoá-la, e acabe dizendo as famosas frases “Talvez um dia...”, “Quem sabe quando a poeira baixar...”, “Agora preciso ficar sozinho, mas eu sempre vou te amar...”.
Toda mulher já ouviu uma dessas frases de um ex, ou ela mesma já as disse, sabendo que não tinha intenção nenhuma de reatar o relacionamento, apenas estava buscando a saída mais fácil.
Quando for procurá-lo, ligue aquele filtro especial para detectar se o gato está sendo realmente sincero ou apenas evitando magoá-la.
4) Aprenda a dar tempo ao tempo
Não pare a sua vida simplesmente porque seu relacionamento terminou. Você ainda ama seu ex-namorado, está sofrendo com a separação, quer reatar o namoro e não sabe muito bem como lidar com esta dor, mas não torne as coisas mais difíceis para si mesma.
Ficar forçando a barra, ligando a todo o momento, escrevendo cartas, chorando, pedindo para conversar com ele a todo o momento, e tentando convencê-lo de que a melhor opção é vocês estarem juntos, não adianta!
Sim, você deve conversar com o gato, deve abrir seu coração se realmente sente que errou e que ainda existe a possibilidade de viverem juntos uma bela história de amor, mas não pode – e não deve! – parar sua vida esperando o rapaz decidir se quer ou não dar uma nova chance ao relacionamento de vocês.
Saia, trabalhe, estude, encontre as amigas, cuide de você mesma e não caia na besteira de entrar em desespero. Nunca esqueça que o mundo é grande demais para você ficar nas mãos de uma única pessoa. Esta é uma dica de ouro!



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Amor Próprio

Será que o amor próprio e autoestima estão diretamente ligados a uma boa aparência? A resposta, normalmente, é que está ligado a uma aparência apropriada, nem demais e nem de menos.
Uma pessoa excessivamente arrumada e preocupada com sua aparência pode ter sérios problemas com sua autoimagem, autoconceito e autoestima.  Muitas pessoas se sentem incapaz de ser amadas por aquilo que são e então inventam personagens para mostrar ao mundo e também para sentirem-se mais confortáveis consigo mesmas. A criação desses personagens está ligada a uma baixa aceitação de si mesmo e a dificuldade de se conhecer, se aceitar e se mostrar ao outro. A criação desses personagens esta também diretamente ligado a “escolha” do parceiro com quem a pessoa vai se relacionar, pois cada papel apresenta as características do relacionamento o qual vai atrair. Vamos ver algum dos personagens mais comuns.
01)   O Salvador: Tem histórico de infância cruel e difícil, normalmente foi depositário da família. Sente profundamente que só merece amor se estiver resolvendo problemas muito difíceis, salvando alguém. O tipo de relacionamento atraído por essas pessoas são: pessoas adictas, doentes e muito dependentes.
02)   Bruxo ou curandeiro: tem espiritualidade muito desenvolvida e gostariam de viver somente para a vida metafísica. Essas pessoas vão atrair pessoas muito materialistas e exploradoras de sua sensibilidade, como um marido que tem muitas amantes, uma mulher que gasta todo o dinheiro do marido em futilidades, etc.
03)   Sensual, devorador sexual:  Normalmente teve pai violento e abusivo com ele e com a mãe. Ergue a bandeira que o objeto de desejo (não pessoas) é tudo igual, merecem serem usados e jogados fora. Assim vai de conquista em conquista, estraçalhando corações para disfarçar insegurança e incapacidade de receber amor por não se sentir digno de ser amado. O relacionamento atraído por essa pessoa normalmente são pessoas muito ligados ao físico e a sexo. Quando a sexualidade diminui, eles abandonam.
04)   Protetor, pai ou mãe: Este se coloca no papel de “pode deixar que eu faço”. É o tipo faz tudo, por todos. Limpa, organiza, arruma, na esperança de merecer um pouquinho de amor e consideração por tudo aquilo que faz de bom para o mundo.  O tipo de relacionamento atraído por essa pessoa é sempre de pessoas muito infantis e dependentes.
05)   Santo: Apregoa espiritualidade e pureza para disfarçar um enorme desejo sexual, o qual julga muito proibido, sentindo-se indigno de amor verdadeiro por ter estes desejos escondidos. Procura fazer inúmeras reparações ao mundo, como imensas obras de caridade e doa muito tempo a igrejas e obras assistenciais, pensando que deus assim o perdoará pelos seus desejos libidinais. O relacionamento atraído por essas pessoas é de abuso físico, mental e de exploração financeira.
06)   Infantil: Tipicamente doce, inocente e indefeso, faz a destruição por detrás das cortinas. Ao ver o estrago desvia a culpa de si, para outros, mas algo dentro de si grita que jamais será amado. Pessoas que representam esse personagem tem algo em comum, sentem que não merecem amor, que os companheiros são em tudo melhores do que eles. Sentindo-se humilhados, muitos se tornam arrogantes, venenosos e excessivamente críticos com os outros, para compensar a falta de valor interno que sentem. O relacionamento atraído por essas pessoas varia entre o carrasco, a vítima e o agressor.
Muitas vezes não nos encaixamos “perfeitamente” em nenhum destes papéis, e mais comumente ainda, não nos encaixarmos apenas em um destes. Outras, olhamos para alguns deles, enxergamos claramente a nós mesmos ou a nossos parceiros e quando olhamos o “par ideal” deste papel, não conseguimos perceber o par real de quem está ali, vivenciando aquela situação. Nestes casos, basta dar tempo ao tempo… um dos dois vai ceder e começar a viver o papel que se encaixa mais perfeitamente no comportamento do outro. Ou então você apenas não tinha oportunidade para perceber.
A baixa autoestima leva a escolha de parceiros que inevitavelmente proporcionam sofrimento, sejam em homens ou em mulheres. Muitos não se sentem merecedores de estar vivos e por isso agradecem até aos maus tratos recebidos dos companheiros. Sentem-se coibidos em demonstrar claramente as suas necessidades. Colocam-se acima ou abaixo das pessoas como forma de disfarçar seu sentimento de impotência. Normalmente não assumem nenhum risco emocional e só agem como se sentem: absolutamente seguros de que serão rejeitados.
Essas pessoas podem passar anos em um casamento, vivendo totalmente para o outro, sem perceber suas necessidades ou construir uma vida própria. Se surge uma separação, essa pessoas se enche de ódio, somatiza, tenta se destruir para destruir o outro e todos aqueles que estão a sua volta, para que sintam de alguma forma a dor que ela sente.
A pessoa com abaixo autoestima ama mais ao outro do que a si mesmo, ou ainda não ama ninguém porque não consegue amar a si mesma. Amar significa aceitar a si mesmo por inteiro, para depois amar e aceirar o outro por completo.
Trabalho com a máxima de Jesus: ama a teu próximo como a ti mesmo. Se você não pode se amar, não poderá amar a ninguém mais.
Pense nisso.


Boneco inflável realista faz sucesso na internet


Os bonecos infláveis realistas lançados pela empresa Sinthetics estão causando alvoroço na web.
Apesar do preço abusivo (cerca de R$ 17 mil), tem muita gente falando que vale o investimento.
Os clientes podem escolher por um modelo com ou sem pelos pubiano e existe ainda a possibilidade de trocar o modelo da neca do pênis, que pode ser rígido ou flácido.





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A empresa também faz a versão travesti. Para ver todas as versões, acesse o site: sinthetics.com/












segunda-feira, 21 de abril de 2014

A MAGIA DOS GRUPOS DE MÚTUA AJUDA

Muito tem sido divulgado, observado, analisado e escrito sobre os grupos de mútua ajuda, um fenômeno que cresce no Brasil e no mundo. Estes tratam de inúmeros tipos de questões e doenças que provocam o sofrimento humano, atraindo para si pessoas de todas as idades, classes sociais, raças, credos e visões ideológicas. E, o que é mais importante, funcionam, pois ajudam efetivamente na recuperação e reintegração destas pessoas na sociedade.

Sem dúvida, o aspecto “tratamento” é fundamental nestes grupos, mas pode-se notar, além disto, um segundo trabalho que pode escapar facilmente aos olhos, que é a construção da felicidade. De acordo com a visão atual da Psicologia Positiva, deixar de sentir-se mal não é o mesmo que sentir-se bem. Na busca da felicidade, é preciso bem mais do que resolver problemas e doenças. É preciso desenvolver hábitos, emoções e forças positivas que elevem o indivíduo a um patamar de florescimento, usando os seus melhores e mais profundos recursos.

Alguns destes hábitos e forças positivas, que também podemos chamar de virtudes, são mais facilmente desenvolvíveis nos grupos de mútua ajuda do que no dia-a-dia, num consultório de psicoterapia, nos treinamentos empresariais ou no convívio social e familiar. Por que? Por causa da forma das reuniões e das regras de convivência adotadas pelo grupo, na forma de princípios ou passos e tradições. A maior parte destes grupos segue os 12 passos e 12 tradições, inspirados no primeiro e dos maiores grupos atuais de mútua ajuda, os Alcoólicos Anônimos.

Sem pretender esgotar as possibilidades de virtudes desenvolvidas com a freqüência a um destes grupos, vou destacar aqui algumas:

Protagonismo – ou seja, a clareza de que cada pessoa é responsável por si, é livre para escolher e tem poder para mudar o seu rumo para melhor. A participação de um grupo assim é individual e indica que a pessoa assume a responsabilidade pela sua condição problemática, e que está disposta a trabalhar, a fazer algo diferente para mudar a sua vida. O fato de não haver profissionais e conselhos de qualquer tipo, faz com que não seja possível responsabilizar o outro pela sua evolução, isto é, nas recaídas ou na melhora.

Coragem – É preciso muita coragem para escolher responsabilizar-se e é preciso desenvolver ainda mais desta virtude para aceitar de se olhar no espelho a cada dia, e enxergar sua condição atual. Isto significa não negar como aquele que vivendo um distúrbio, não o reconhece ou aquele que cultiva ilusões de que os outros é que são os responsáveis, ou pior, os culpados pelo seu sofrimento. Além disto, há outro comportamento-chave nos grupos que exige coragem crescente: se expor, falar de fatos, pensamentos, vontades, ações que muitos nunca contaram pra ninguém antes, que os envergonham ou que causaram prejuízos a si próprios ou para terceiros. Pelo estímulo da busca da sanidade, as pessoas buscam esta força dentro de si e a encontram.

Humildade – Quando alguém entra num grupo, busca ajuda de pessoas que, geralmente, nem conhece. Lembrando que somos rodeados por crenças que estimulam o “orgulho” do ego, onde se acha que o que dignifica alguém é a independência, precisar dos outros inferioriza, mostra fraqueza e é visto como humilhante. Já ouvi muitos dizerem, batendo no peito: “eu sou capaz de resolver meus problemas sozinho”. Talvez estes ainda não compreenderam que vivemos na era da interdependência, que é um estágio de maturidade além da independência, quando tomamos consciência de que todos se precisam e todos podem se ajudar, que isto pode facilitar muito a vida e reforça a união e os vínculos. Você faz o pão que come? Ou faz a roupa que usa? Ou seja, você conhece alguém que dê conta da sua vida sozinho? Se você sabe resolver um problema pessoal, fantástico. Se não sabe, o que é mais inteligente, continuar sofrendo ou ‘patinando’ com o problema ou procurar ajuda o mais rápido possível e sair dele? Buscar ajuda, quando já se esgotou os recursos próprios, é transcender o ego e descobrir a humildade.

Capacidade de Auto-observação e Tomada de Consciência – Condição básica de qualquer mudança verdadeira. No grupo, o estudo do distúrbio básico que levou a pessoa a estar ali e o processo constante de observar e escutar o outro em silêncio, leva à reflexão e gera aprendizados. O espelhamento estimula o indivíduo a prestar atenção ao seu próprio comportamento e, ao comparar com os sintomas da doença e aos comportamentos saudáveis que se pretende obter, ele percebe onde está, na evolução da doença.

Honestidade – Ir a um grupo de mútua ajuda para mentir é tão inútil que esta idéia beira o absurdo. As pessoas do grupo não são obrigadas a falar, podem ficar em silêncio. E quando falam, dizem o que querem, desde que de si mesmas. Além disto, observar pessoas expondo sua intimidade por mais que doa e tão comprometidas com a sua verdade para buscar a sanidade, é altamente inspirador para aceitar este convite de ser honesto também. Portanto, vemos que estes grupos promovem a mudança de caráter, estimulando comportamentos éticos.

Não julgamento e Aceitação – O ato de escutar cada depoimento pessoal, tão diferentes entre si e, muitas vezes, tão próximos na essência, oferece grande potencial de desenvolvimento. As regras de que quem escuta não emita opinião, nem críticas ou conselhos, dedicando apenas a atenção e seu silêncio respeitoso, desenvolve a capacidade de aceitar o outro como é, como está, na recaída ou na melhora, nas suas diferenças, semelhanças, ou idiossincrasias, e faz com que, aos poucos, o julgamento perca totalmente o sentido. Desta forma, cada um também se sente aceito na sua individualidade pelo grupo e aprende a se aceitar.

Compaixão – O processo da escuta silenciosa e atenciosa abre espaço para pessoas se colocarem amorosamente no lugar das outras, através da empatia. Assim, descobrem que muita gente sofre, que alguns têm desafios enormes para superar, que a dor do outro pode ser maior. Isto abre espaço para o acolhimento do outro no silêncio de um abraço, ao final da reunião; dissolve antipatias e desconfortos; amplia a capacidade de compreensão e também predispõe os veteranos para o apadrinhamento ou amadrinhamento, que é o ato de ajudar quem está no início ou num momento crítico, nos intervalos entre as reuniões.

Senso de igualitarismo – É impressionante como os preconceitos e as diferenças econômicas e sócio/culturais se dissolvem com a freqüência constante aos grupos. O olhar focado principalmente na humanidade das pessoas, nas suas forças e fraquezas, vontades e frustrações, vitórias e perdas, alegrias e tristezas, sonhos e medos, contribui para que pessoas se encarem realmente como irmãos. Não é à toa que estes grupos se denominam Irmandades.

Acredito que algumas destas forças sejam incomuns até entre os que se consideram “normais” e elas representam um alicerce forte para pessoas enfrentarem os desafios da vida. Então, talvez represente sorte pessoas terem um distúrbio que as faça buscar um grupo de mútua ajuda, pois ganharão muito mais do que a sanidade, aumentarão suas chances de se fazerem felizes e mais realizadas na vida.

Sem pretender esgotar o tema e apenas exemplificando, os grupos AA e NA oferecem suporte à recuperação de dependentes químicos. O grupo CCA oferece um programa para comedores compulsivos anônimos. O grupo JA trata da recuperação dos jogadores anônimos. Neuróticos Anônimos ajudam pessoas a trabalhar emoções que as perturbam. O grupo Nicotina Anônimos ajuda fumantes de cigarro a pararem este uso. Os grupos CoDA, MADA, DASA, Amor-Exigente, AL-NON e NAR-NON estão presentes há vários anos no Brasil e utilizam de um programa de auto e mútua ajuda que desenvolve preceitos para a organização e recuperação dos familiares de seus respectivos dependentes e do crescimento espiritual dos envolvidos. Todos estes grupos e outros são verdadeiros centros amorosos e gratuitos de tratamento e recuperação. 





Autora: Dra. Elizabeth Zamerul Ally, médica psiquiatra, psicoterapeuta especialista em Dependência Química e Codependência www.dependenciaecodependencia.com.br
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